sexta-feira, 20 de abril de 2012

À BOCA DA NOITE



Não olhes: é a noite
completa que tomba.

Não olhes: é a estrada
que, súbito, acaba.

Não olhes: é o anjo,
teu anjo que chora.

Não olhes.



Emílio Moura

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