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21 de jun. de 2012

A LUA



Há tanta solidão nesse seu ouro.
A lua dessas noites não é a lua
Que viu o primeiro Adão. Os longos séculos
Da vigília humana cumularam-na
De antigo pranto.
Olha-a.
É teu espelho.

Jorge Luis Borges
in A Moeda de Ferro

16 de jun. de 2012

O PÁTIO




Com a tarde
cansaram-se as duas ou três cores do pátio.
Nesta noite, a lua, o claro círculo,
não domina seu espaço.
Pátio, céu canalizado.
O pátio é o declive
por onde se derrama o céu na casa.
Serena,
a eternidade aguarda na encruzilhada de estrelas.
Grato é viver na sombria amizade
de um saguão, de uma parreira e de um poço.



Jorge Luis Borges,
in Primeira Poesia 

18 de abr. de 2012

A Lua



Há tanta solidão nesse seu ouro.
A lua dessas noites não é a lua
Que viu o primeiro Adão. Os longos séculos
Da vigília humana cumularam-na
De antigo pranto.
Olha-a.
É teu espelho.

Jorge Luis Borges
in A Moeda de Ferro