sexta-feira, 11 de maio de 2012

Noite


Noite

Ando pela estrada fria e morta,
com os sons da noite a me acompanhar:
- O vento entoa uma canção tristonha,
- E o rio rumoreja de saudade.

Vejo brilhos a cair e penso:
- Serão estrelas, ou gotas de luar?
Mas são lágrimas, orvalhando as folhas,
buscando encontrar a madrugada.

Também a noite chora, e eu choro sempre!
Pois nisso se resume a minha vida:
- Ver anoitecer, dia após dia,
Até não ter a aurora pra esperar.

Regina Helena

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